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Mario Party the Top 100 - Análise

Quase 20 anos de Mario Party num só jogo.

Uma extensa lista de jogos que equivale à celebração dos quase 20 anos de Mario Party mas peca pela ausência de novidades.

Com um ano 2017 em grande para a Nintendo, que não só lançou a Switch como conheceu um enorme sucesso superando as expectativas, Mario Party the Top 100 foi lançado em Dezembro para a família de consolas 3/2DS como que a criar um efeito de celebração dessa façanha. Ainda não é certo o que fará este ano a Nintendo com a sua portátil. Com um novo modelo lançado o ano passado, dificilmente sairá um sistema portátil que ocupe o seu lugar, até porque muitos dos esforços estão canalizados para a Nintendo Switch, mas a Nintendo já por várias ocasiões nos surpreendeu, pelo que resta aguardar.

Todavia, o mais certo é que a 3DS continue a percorrer o seu caminho 2018, com mais alguns títulos em carteira, embora seja perceptível que o ciclo esteja a chegar ao final. É neste contexto que a Nintendo acaba de publicar Mario Party the Top 100. Ao invés de criar um novo episódio na série, a Nintendo produziu um top 100 mini jogos da série Mario Party, já com uma longa tradição, desde os tempos da Nintendo 64.

Neste título estão muitos dos mini jogos que os produtores consideram os melhores, lançados nestes quase vinte anos, desde a estreia de Mario Party, em 1999. Chamem-lhe um "best of", composto por pequenos desafios criados para um conjunto de consolas, em sistemas domésticos e portáteis. Da Nintendo 64, passando pela GameCube, Wii, Wii U, Game Boy Advance, DS e 3DS, a selecção é formada por títulos criteriosamente escolhidos, de modo a não só permitir a elaboração de categorias como a estabelecer desafios consistentes, adequados para a componente multiplayer que é timbre da série e torna tudo mais divertido.

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Diferentes tipos de jogos.

Este é um ponto prévio que importa ter em conta, pois mesmo sendo um jogo que não introduz novos desafios e antes oferece uma recompilação, não deixa de poder ser jogado por um só jogador contra as personagens controladas pelo computador. Mas o seu "charme" e verdadeiro valor reside no poder do multijogador. Até quatro jogadores podem entrar em confronto por via lan e participar em competições de maior, média ou pequena dimensão através de dois modos específicos (podendo jogar sempre até quatro jogadores via multiplayer cada um dos 100 mini-jogos).

Os dois modos específicos para até 4 jogadores são as Championship Battles e o Decathlon. O primeiro é composto por uma linha de desafios retirados da lista de favoritos, o que significa que vão encontrar mini-jogos que já conhecem à partida. Pode ser uma vantagem para um ou mais jogadores que os conheçam e uma desvantagem para os restantes, podendo estes treinar antes da verdadeira competição. No final ganha o jogador à melhor de três ou cinco desafios.

No segundo modo, Decathlon, o objectivo é conseguir a maior pontuação e para isso terão que ganhar de forma frequente ou pelo menos superar os adversários em pontos, numa espécie de campeonato de regularidade, à semelhança da liga portuguesa de futebol, o que é um bom termo de comparação porque nalguns mini-jogos terão que pontapear os adversários.

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Alguns desafios tiram partido das propriedades do ecrã táctil.

Pena é que neste quadro de competição para vários jogadores esteja ausente o Minigame Island, que é a mais extensa e composta das opções, só para um jogador (os três adversários são controlados pelo computador). Neste modo terão que percorrer quatro mundos e desbloquear muitos mini-jogos, que é uma forma de ficarem com o catálogo completo. No começo, o acesso à grelha revela que muitos deles se encontram bloqueados e só por esta via é que ficarão acessíveis.

Porém, os modos de jogo não são muito grandes e a sua estrutura é simples, proporcionando desafios, na sua grande maioria, compactos e rápidos. Não leva muito tempo até terem acesso à lista completa. Mas antes disso, verificam que existem segmentos e critérios na escolha. Desde logo é perceptível um esforço no sentido de adaptar os jogos com origem no formato para consola doméstica aos comandos de uma consola portátil.

A variedade de mini jogos é significativa. Desde jogos desportivos como basquete ou voleibol, até aos jogos de precisão, sorte e componente cerebral. Alguns desafios são oferecidos na forma de duelos, jogos em que cada um luta por si, até um contra três ou equipas de dois. O formato é variado e torna a experiência mais agradável, até quando jogam só contra o computador em desafios breves.

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Minigame Island só funciona para um jogador.

A diversidade dos mini jogos é assinalável, havendo sempre um efeito surpresa, especialmente quando são apresentados desafios dos primeiros jogos da série Mario Party (muitos dos quais desconhecia). É uma óptima forma de celebrar o passado e o presente da série Mario Party. O jogo prima pela simplicidade e acessibilidade, o que aumenta o seu potencial de sucesso quando procuram partidas curtas e rápidas. Não esperem mecânicas muito complexas nem inovações. É um jogo dedicado a comemorar quase dez anos da série, podendo interessar mais aos novos jogadores do que aos veteranos.

Mario Party the Top 100 - Análise Vítor Alexandre Quase 20 anos de Mario Party num só jogo. 2018-01-04T11:50:00+00:00 3 5
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