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Compositores de Final Fantasy XV falam sobre o seu papel no jogo

Shota Nakama e Yoshitaka Suzuki contaram a sua experiência.

Se há série que tem especial cuidado com a sua banda sonora é Final Fantasy, que em cada jogo nos oferece peças musicais memoráveis e que se tornam em clássicos instantâneos para todos os fãs. Final Fantasy XV não é excepção e a importância da sua banda sonora é tal que no dia 24 de Março estará disponível a banda sonora do jogo, composta por 4 CD e 90 musicas, todas elas criadas sob a direcção de Yoko Shimomura.

O site Siliconera entrevistou os 2 compositores que também participaram em Final Fantasy XV, Shota Nakama e Yoshitaka Suzuki, este último com experiência na composição de temas para Metal Gear Solid 4 e Metal Gear Solid: Peace Walker.

Um dos assuntos centrais da entrevista foi o sentimento de duelo e tristeza que Final Fantasy Xv tenta transmitir em certas partes e que está muito bem ambientado pela música; mesmo que contraste com os momentos felizes e a grandiosidade dos cenários.

Sobre o assunto, Yoshitaka Suzuki comentou que, "A forma como compus para o jogo foi olhando para muitos vídeos com gameplay. Importei tudo esse conte+udo para o meu software e compunha através da perspectiva de um jogador. A tristeza chegou eventualmente. Foi uma experiência intuitiva para mim. Visualmente, olhei para o jogo através de duas perspectivas: compositor e jogador. Tentei incorporar a tristeza e qualquer tipo de emoção que estava a sentir".

Por outro lado, Shota Nakama revelou que uma parte importante do processo de composição musical em Final Fantasy XV foi a disponibilidade de conteúdos e materiais que a Square Enix lhes proporcionou.

"Às vezes dão-nos material suficiente. Com Final Fantasy XV tivemos acesso a muitas coisas, algo que estou agradecido. Às vezes não nos dão nada, apenas um conceito, como uma peça de arte e nesse caso tens de deixar a tua imaginação voar," disse Nakama.

Ambos compositores destacaram o trabalho árduo que levaram a cabo para completar a banda sonora de Final Fantasy XV, onde passaram um ano sem horários fixos, deixando de lado as horas de almoço, trabalhando pela madrugada a dentro, havendo momentos em que não haviam progressos e numa questão de horas tinham ideias para temas completos que tinham que ser trabalhados nesse preciso momento.

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