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World of Warcraft: Legion - Análise

Vale a pena voltar para jogar a nova expansão?

A cidade de Suramar foi considerada o trabalho gráfico mais bonito dentro do jogo pela equipa de design.

Depois de uma enorme espera e quase dois anos após Warlords of Draenor, a Blizzard lançou a tão esperada expansão Legion para World of Warcraft. Legion começou com um período de Alpha bastante extenso e uma beta muito produtiva. A Blizzard decidiu dar ouvidos aos fãs sobre que tipo de jogo queriam realmente jogar, pois Warlords of Draenor, apesar de ter sido uma boa aposta em termos de história, arte e gameplay, não vincou porque a receita da expansão não coincidiu com os desejos da comunidade. Muitos jogadores queixaram-se de passar muito tempo sozinhos no Garrison e não terem motivações para fazer dungeons, conteúdo que não incentivava a exploração e ao uso total dos mapas. Felizmente o Legion veio resolver muitos dos problemas de Warlords of Draenor.

Começando com a experiência de leveling, Legion conta com uma mecânica nunca antes vista em World of WarcraftL: o sistema de escala. Este sistema deixa cada jogador decidir para onde vai fazer as quests, pois as zonas escalam e evoluem juntamente com o jogador. Fazendo isto quebram-se algumas barreiras do jogo, pois Azsuna, Val'Sharah, Highmountain e Stormheim estão disponíveis para serem visitadas a qualquer momento assim que o jogador decida entrar nas Broken Isles.

Mas antes do jogador partir em aventura neste novo continente, há algo que do qual vai precisar para conseguir igualar as forças da Legion. Estamos a falar claro do novo sistema de artefactos. O sistema de artefactos exige que o jogador embarque numa aventura única para cada especialização de classe para que ganhe o direito a uma arma predileta. Felizmente este sistema veio acompanhado por várias skins para o nosso artefacto, skins essas que também incluem variação de cores e todas elas podem ser desbloqueadas com o cumprimento de certas quests ou outras conquistas. Os artefactos são armas especiais que nos acompanharão durante toda a nossa aventura em Legion e tornam-se mais fortes quando aplicamos Artifact Power neles. O Artifact Power é uma espécie de experiência que é ganha através de objetos ganhos em várias ocasiões como quests e missões.

"Legion veio resolver muitos dos problemas de Warlords of Draenor."

Depois do jogador conseguir o seu artefacto, irá entrar numa zona exclusiva para cada classe chamado Class Order Halls. Aqui o jogador terá acesso a personagens especiais (followers) da sua classe que se uniram à causa de derrotar a Legion. Ao contrário de Warlords of Draenor, cujos followers eram na grande maioria heróis anónimos ou novos parceiros conhecidos durante a nossa aventura em Draenor, em Legion são personagens icónicas da história de Warcraft. Estes novos followers podem obviamente ser mandados em missões para recolher recompensas como como XP, gold e Artifact power, não para o próprio Order Halls, mas para o próprio jogador. Além da aventura que o jogador terá que enfrentar para chegar a nível máximo, o Order Halls tem a sua própria história para ser descoberta, o que adicionará mais followers ao próprio Order Halls e desbloqueará melhorias para o jogador.

Algo notável durante a experiência de Legion é que cada zona das Broken Isles é facilmente distinguível da anterior. Aszuna é uma zona mais dada ao mar e à magia; Val'sharah é uma zona cheia de fauna, flora e um ar místico; Highmountain têm um ar montanhoso habitado por tribos que seguem os seus costumes (bastante parecido ao continente Norte Americano); Stormheim tem um ambiente mais escandinavo que transpira um ar viking por todo o lado; e por fim Suramar, a joia das Broken Isles com uma cidade que é dos trabalhos gráficos mais bonitos em World of Warcraft.

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Os Demon Hunters são a classe mais ágil do jogo

Suramar é a única zona de nível máximo dentro do jogo, o que implica uma longa história dentro da zona que demora um bom tempo para que seja totalmente concluída. As histórias de cada zona não são extraordinárias mas conseguem ser interessantes devido a todas elas terem uma ligação notável com o tema principal da expansão. Após o jogador chegar a nível máximo, o seu objetivo, além de partir para as dungeons à procura de melhor equipamento, terá também que fazer as quests no mapa das Broken Isles. Estas quests são muito importantes para que o jogador progrida no jogo e são um incentivo para explorar, criar grupos e ganhar mais uns trocados de gold.

Não esquecer que as profissões que mudaram completamente nesta expansão. Em Legion o jogador não é obrigado a evoluir uma profissão desde o início. Logo depois do jogador chegar ao nível 110, poderá imediatamente pegar na profissão que quer e seguir uma linha de quests para a evoluir. É muito bom haver um incentivo para evoluir a profissão. Além de servir para ganhar mais dinheiro e ter uma boa história, esta linha de quests é uma ótima adição ao jogo.

As cinemáticas de Legion são sem dúvida as melhores que o jogo já teve tanto em termos visuais e auditivos como de ação e emoção, apesar de haver zonas nas Broken Isles que não tiveram direito a uma única cinemática enquanto outras tiveram duas.

"Legion é uma expansão que mostra que a Blizzard ainda dá ouvidos aos fãs."

Legion também introduziu uma das classes mais esperadas de sempre no jogo, os Demon Hunters. Illidan volta em Legion e claro, com ele vêm a introdução da classe Demon Hunter que a Blizzard já admitiu querer lançar na expansão Burning Crusade, mas decidiram esperar por um momento e tecnologia melhor. Demon Hunter é uma classe muito antecipada, criou imenso espanto nos fãs em todo o mundo e conseguiu sem dúvida superar as expectativas. É rápido, super ágil e hábil em qualquer tipo de ambiente. A habilidade de duplo salto e planar do Demon Hunter são características bastante úteis e um tanto viciantes, pois ao jogar numa outra classe que não o Demon Hunter vão sentir uma enorme diferença a nível de mobilidade.

No seu todo, Legion é uma boa expansão, possivelmente das melhores já lançadas pela Blizzard. Todas as zonas são memoráveis, as personagens são marcantes, os acontecimentos na história deixam as suas marcas, os artefactos são uma ótima ideia, e os Class Order Halls também. Nota-se a dedicação da Blizzard nesta expansão, havendo até uma aplicação para Android e iOS para que os jogadores consigam jogar certas partes do Order Halls em qualquer lugar. Apesar de algumas quests serem somente para o grind, a maioria delas até são divertidas.

Legion é uma expansão que mostra que a Blizzard ainda dá ouvidos aos fãs. Por vezes parece uma “carta de desculpa” por causa de Warlords of Draenor, mas mesmo assim consegue ser uma demonstração brilhante da equipa de World of Warcraft, um jogo com 12 anos e que ainda hoje consegue surpreender.

World of Warcraft: Legion - Análise Sérgio Luz Vale a pena voltar para jogar a nova expansão? 2016-09-19T10:42:00+01:00 4 5
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