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Diablo 3: Reaper of Souls Ultimate Evil Edition - Análise

A versão que todos querem.

Chega finalmente às novas consolas o muito apetecível RPG de ação Diablo 3. A franquia é já considerada uma lenda, e este terceiro capítulo teve a árdua tarefa de superar o maravilhoso Diablo 2. Já lá vai um ano após a estreia nas consolas, com o lançamento em setembro do ano passado para a PS3 e Xbox 360. Mas esta é de facto a edição mais apetecível de todas, com tudo o que foi lançado até há data, o jogo original mais a expansão Reaper of Souls que adiciona o Ato V à campanha.

É de conhecimento que o lançamento no PC foi acompanhado de algumas críticas, que foram ouvidas pela produtora, lançando múltiplas atualizações, alterando em muito o que foi concretizado para o lançamento. Jogadores PC, quem não se recorda da Auction House? Esta funcionava como um mercado onde podíamos vender e comprar peças de equipamento fundamentais para a criação dum personagem o mais letal possível. Deixou de existir para que cada um explore ao máximo na busca de peças únicas cobiçadas por todos.

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Diário de produção de Diablo 3: Ultimate Evil Edition

Existe um transporte para as novas consolas de todo o trabalho efetuado na adaptação do PC. Já foi referido na análise PS3, Xbox 360, que não se entende muito bem porque demorou tanto tempo a chegar a estas plataformas, pois existe a sensação que foi aqui que nasceu. Claro para quem vem do PC, como é o meu caso, há a necessidade da adaptação ao novo interface e às possibilidades do controlo através do comando. Mas a curva de aprendizagem é curta e damos por nós a dominar por completo todos os botões e a navegar pelos menus sem problemas de maior.

A adaptação visual está fantástica, como uma resolução nativa de 1080p a uns sólidos 60fps, na PS4 e Xbox One claro. Tudo o que é visto no PC está aqui, com os efeitos espantosos das nossas ações em combate, é uma regalo para os olhos ver tanta coisa acontecer ao mesmo tempo sem que isso interfira com a performance. A Blizzard consegue um trabalho meritório e merece todo este destaque. Houve uma preocupação em atingir o máximo de performance possível nas duas consolas, e na Xbox One foi mesmo na reta final que o Full HD foi atingido.

As consolas foram brindadas com possibilidades únicas, como um sistema de mensagens onde podemos oferecer presentes aos nossos amigos, de artigos encontrados pelos mapas. Também existe a oportunidade de derrotar inimigos que acabaram de matar um dos nossos amigos, estes aparecem no nosso jogo ainda mais poderosos, temos assim a possibilidade de vingar a morte dos nossos camaradas. Também de referir que podemos importar os nossos heróis criados na PS3 e Xbox 360, tanto para a Xbox One como para a PS4.

Não há mesmo palavras para o descrever, é um jogo aperfeiçoado, refinado e com desafios que nunca mais acabam. Terminam a campanha, voltem a jogar em modos de dificuldade mais elevados, experimentem outras classes, cada uma com as suas particularidades que obrigam uma abordagem muito diferente. Joguem com amigos, partam em busca dos tesouros escondidos nos recantos mais longínquos. Joguem online com pessoas de todo o mundo, derrotem aquele inimigo quase impossível, e podem ter a certeza que a recompensa é do melhor que se pode sentir num videojogo.

O apoio dado no PC desde o lançamento em 2012 tem sido incessante por parte da produtora, o mesmo é esperado para esta nova versão, há que manter uma ligação estreita com a comunidade, para que esta cresça e evolua. Se não existisse a versão PC, jurava que tinha sido pensado e desenhado em exclusivo para as consolas.

Diablo 3 Ultimate Evil Edition é sem dúvida um pacote imprescindível, com todas as atualizações ao longo dos dois anos da sua existência, que tornam este jogo quase perfeito, colocando bem longe os tempos em que determinados géneros eram impensáveis em determinadas plataformas.

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Diablo 3: Reaper of Souls Ultimate Evil Edition - Análise Adolfo Soares A versão que todos querem. 2014-08-28T17:22:00+01:00 10 10
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