Skylanders Giants - Análise

Chegaram para conquistar miúdos e graúdos.

Perfeito se quiser apresentar o mundo dos videojogos a uma criança, mas demasiado exigente para aproveitá-lo ao máximo.

Depois de um pequeno contacto durante a E3 deste ano, tive finalmente a possibilidade de jogar a versão final de Skylanders Giants, a nova entrada da famosa franquia da Activision. Importa também dizer que foi o meu primeiro contacto a sério com um jogo Skylanders, joguei alguns minutos do anterior, mas estava longe de perceber como funcionava exatamente a engrenagem do jogo. No fundo o segredo por trás destes bonecos de plástico.

Olhando para Skylanders como produto, em particular para o seu apelo, o modo como se apresenta, é francamente louvável a forma inteligente como consegue juntar uma figura colecionável de plástico com um videojogo. Já o referi na altura da antevisão, apesar de não ser claramente o público-alvo de um jogo destes, a criança adulta que ainda vive em mim fica sempre fascinada cada vez que coloco um Skylander no portal do poder e o vejo materializar-se como por magia no ecrã à minha frente.

Claro que a minha intenção não é analisar estes bonecos enquanto brinquedo, mas o facto de possuirmos uma representação física com a qual interagimos diretamente conta bastante para a valorização do conteúdo digital. Esta valorização é aliás mútua, isto é, não só os bonecos valorizam o conteúdo do jogo, como o jogo faz o mesmo para aumentar o valor dos bonecos, mais sobre este último quando entrar na análise do conteúdo propriamente dito. O valor que uma figura física como um Skylander traz ao conteúdo digital é ainda ampliada pelo facto do progresso de cada Skylander ficar gravado na própria figura através da tecnologia NFC (Near Field Communication), que possibilita a troca de informação entre dois dispositivos eletrónicos. Isso não só permite promover o compromisso com várias figuras diferentes mantendo essencialmente o mesmo conteúdo, como possibilita levar o nosso Skylander para qualquer lado, incentiva o colecionismo e convida as pessoas a comprarem mais figuras.

Mais sobre Skylanders Giants

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Não me admiraria nada que Skylanders Giants apelasse a um público mais adulto pelo seu lado colecionista.

O apelo pelo colecionismo é difícil de explicar, mas todos sabemos por exemplo que não é determinado pela faixa etária. Não me admiraria nada que Skylanders Giants apelasse a um público mais adulto pelo seu lado colecionista, já o conteúdo por sua vez, esse parece claramente direcionado para uma audiência mais jovem, nomeadamente pela simplicidade do enredo e pelo tom humorístico da narrativa.

Ora vejamos, o vilão Kaos de alguma forma consegue quebrar a magia que o condenava a uma loja de brinquedos e está de volta com o objetivo de conquistar Skyland. Depois de utilizar um portal do poder para voltar a Skyland, descobre um gigante Arkeyan, uma espécie de robot gigante que consegue moldar à sua vontade. Kaos utiliza depois o gigante para perseguir uma certa luva especial, e nós como mestres do portal estamos encarregues de o impedir, mais simples é difícil.

A personagem de Kaos é do melhor que o jogo pode oferecer em caracterização, existem outras personagens interessantes e no geral os diálogos estão bem escritos, mas a personagem de Kaos é simplesmente hilariante. A estética animada é adequada, os ambientes dos vários capítulos são distintos e o jogo abusa das cores e das animações para manter o tom divertido e o jogador engajado com poucos momentos mortos.

Skylanders Giants - Trailer

De alguma forma o aparecimento dos Arkeyans explica porque é que nós como mestres do portal podemos também invocar Skylanders gigantes, os grandalhões que são a principal novidade deste título. O conjunto inicial trás o jogo, o portal e três Skylanders diferentes, entre os quais um destes grandalhões (Tree Rex), que de particular tem o facto de poder “atalhar” certas mecânicas durante a aventura.

Pode por exemplo pegar em pedras gigantes, destruir paredes ou mover estruturas muito pesadas que os Skylanders normais não conseguem. No geral os três Skylanders do conjunto (Jet-Vac, Cynder e Tree Rex) têm um “feel” distinto, o gigante é mais lento mas também mais resistente, o Jet-Vac tem a vantagem de ser “ranged”, enfim esta variedade é um dos principais apelos de Skylanders, e o principal responsável pelo seu valor de repetição.

Se por acaso têm o jogo anterior não desesperem, as figuras serão utilizáveis em Skylanders Giants, juntando-se a um conjunto de 48 novas figuras que Giants vai introduzir, ainda que deste grupo apenas 21 sejam completamente originais, as restantes 27 são novas versões de Skylanders já existentes. O anterior nível máximo foi aumentado em cinco níveis e é agora nível 15, assim, se tiverem um Skylander anterior em nível 10, ele continuará naturalmente a sua progressão no estado atual até atingir o limite máximo.

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