Street Fighter x Tekken - Análise

Irreverente combinação portátil.

Street Fighter x Tekken é um portento em formato portátil em praticamente todos os aspetos.

Tudo começou quando um meteorito caiu no Polo Sul e nele foi descoberto uma caixa que despertava nas criaturas vivas uma maior predisposição para a agressividade e combate. Essa caixa recebeu o nome de Pandora e é o objeto mais desejado por duas das mais perigosas organizações do mundo: a Shadaloo e a Mishima Zaibatsu. Esta é a premissa que dá vida a Street Fighter x Tekken e junta num só jogo os dois mais estrondosos universos que já nasceram no género dos jogos de luta. É quase um sonho de menino que acontece com toda uma espetacularidade que graças à batuta de Yoshinori Ono consegue ultrapassar até os mais loucos desejos de qualquer fã: é espetacularidade espetacular.

Nesta versão portátil para a PlayStation Vita, a Capcom pretende oferecer uma experiência completamente igual à vista nas consolas de alta definição, dentro do possível, e pretende fazer com que se afirme como uma referência no género. Para trás fica a controvérsia dos personagens bloqueados no disco, aqui temos acesso a todos os 55 personagens existentes no jogo assim como temos acesso a tudo o que está nos discos de consola. Assim sendo temos reunidos todos os condimentos para uma receita de sucesso.

À primeira vista SFxT na Vita parece ser a versão caseira a correr num ecrã mais pequeno que podemos transportar para todo o lado é precisamente isso que é. Todo o profundo e dinâmico sistema de combate está aqui presente, todo o espantoso design visual é aqui recriado com alguns compromissos que em nada o envergonham, o bom humor do enredo e as rivalidades coerentes e bem pensadas não faltam e até os modos mais importantes não deixaram de marcar presença, por outras palavras, estamos perante uma pequena maravilha.

Mais sobre Street Fighter x Tekken

Combates de dois contra dois em loucos cenários nos quais os personagens do mundo Street Fighter enfrentam os personagens do mundo Tekken é a premissa aqui. Para tornar tudo mais gracioso temos um compreender estrondoso por parte da Capcom do que significa o mundo Tekken, ou seja, é espantoso o quão intuitivo se sente jogar com os personagens Tekken da forma que estamos habituados a jogar com os personagens Street Fighter. Desde a forma como os seus mais aclamados e característicos combos e movimentos são executados de uma forma suave e natural que quase parece que sempre foram feitos assim, até à forma como coexistem em parceria parece simplesmente inacreditável.

Não se enganem, o sistema de combate é profundo, exige tempo e compreensão para os que pretendem elevar o jogo a um nível superior mas caso queiram podem ter diversão desde logo. Encontrando um lugar bem especial entre o técnico e o descomprometido, SFxT é provavelmente um dos melhores jogos do género a surgir nesta geração. Qualquer um que tenha jogado um jogo da série Street Fighter IV vai-se sentir em casa pois a jogabilidade 2.5D sente-se muito mais do que familiar, sente-se natural.

O mais pertinente no caso desta versão será compreender até que como o jogo se sente ao ser jogado numa portátil. Devo dizer que após um brevíssimo período de adaptação inicial, no qual a posição dos analógicos causou alguma confusão pois nos movimentos rápidos os dedos acabavam sempre por embarrar neles (e que os próprios em si não representaram uma alternativa satisfatória como esquema de controlo), SFxT começou a sentir-se natural de jogar sem quaisquer transtornos. Os movimentos saiam com facilidade e jogar o jogo tornou-se uma experiência suave e sem problemas. O esquema de controlo foi bem adaptado à portátil e o seu D-pad cumpre com o desejável.

Para mostrar que não está para brincadeiras, a Capcom transportou o modo Arcade para esta versão com tudo a que tem direito, todos os finais, rivalidades e diálogos. Nada foi cortado em relação às versões caseiras e aqui temos desde logo os 55 personagens, algo que convém relembrar, juntamente com a opção de Fight Request via Network. Adicionalmente temos ainda o Burst Kumite que é uma espécie de survival no qual lutamos até perdermos a energia. Mas como nos dias de hoje isto não chega temos também a opção de lutar contra a I.A. sem rodeios no modo versus ou então lutar contra outros humanos no modo Network que incorpora ainda a opção Ad Hoc. Para os que pretendem levar o seu conhecimento do sistema de combate a novos níveis tem o modo Treino e um especial modo Challenge.

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