Ice Age 4: Continental Drift - Arctic Games - Análise

O melhor é ficar apenas pelo filme.

O lançamento de um novo filme animado é sempre uma oportunidade para fazer rios de dinheiro, e não me refiro apenas ao estúdio que dirigiu/criou o filme. As third-party investem em todo o tipo de produtos relacionados com o filme, seja brinquedos, peluches, material escolar, produtos de higiene, roupa, e claro está, videojogos. Desde há muito que se estabelece a tradição de acompanhar o lançamento de um filme animado com um jogo, mas os resultados deixam sempre bastante a desejar (salvo raras as exceções), o que levou a criar um preconceito contra este tipo de jogos.

Ice Age: Continental Drift - Arctic Games encaixa nesta descrição. O filme estreou-se nos cinemas há pouco e sem grande surpresa, tornou-se de imediato um sucesso como os antecessores. Naturalmente que os mais novos, pelo menos aqueles que possuem consolas, quererão continuar a experiência para lá dos grandes ecrãs, e o videojogo é a única forma de o fazer.

É sempre difícil analisar um jogo para o público mais novo como este. Os mais novos são menos exigentes, só a possibilidade de poder controlar as personagens engraçadas do filme é suficiente para os deixar satisfeitos. Mas será isso suficiente? Será que o preço pago pelo jogo é recompensado pela diversão e conteúdos oferecidos? Normalmente, o preço de um jogo nunca vem ao de cima nas nossas análises, porém, no caso de Ice Age: Continental Drift - Arctic Games é algo impossível de ignorar.

Quando um jogo deste género, isto é, baseado num filme, dura menos que o próprio filme, algo está errado. O modo estória de Ice Age: Continental Drift - Arctic Games dura pouco mais de meia hora, e não é mais que um conjunto de mini-jogos. A estória começa com os animais do filme a encontrarem um cesto repleto de frutas que descrevem como um tesouro. Acontece que um outro grupo de animais, liderado por um babuíno, também encontra este tesouro. Ambos os grupos decidem competir para decidir quem será merecedor do achado.

"Quando um jogo deste género, isto é, baseado num filme, dura menos que o próprio filme, algo está errado. "

Os mini-jogos têm alguma piada, e não são mau de todo, mas tendo em conta o público alvo do jogo, não é explicado claramente o que é necessário fazer. Os mini-jogos são explicados de forma rápida nos ecrãs de loading antes do seu início, o que não dá muito tempo para digerir a informação. A maior falha é não haver localização para português, nem mesmo a nível de texto, o que impossibilitará a compreensão às crianças.

O número total de mini-jogos disponíveis, ou eventos como o jogo lhes chama, são apenas dez e cada um não dura mais que três minutos. No decorrer da campanha há oportunidade para desfrutar deles todos. Deslizar por uma montanha abaixo com um mamute, saltar de plataforma em plataforma com um tigre dentes-de-sabre, acertar em alvos em movimento como cocos, concursos de saltos e tapar fugas de água com um esquilo são algumas das tarefas que terão que cumprir nos mini-jogos.

Depois de terminar o modo estória, no qual podem escolher uma de duas equipas, a equipa do mamute e a equipa do babuíno, Ice Age 4 Continental Drift nada mais oferece que um modo free-to-play, onde podem repetir os mini-jogos para obter medalhas de bronze, prata e outro, e um modo multijogador local.

A quantidade de conteúdos de Ice Age: Continental Drift - Arctic Games é quase irreal, e não num sentido positivo. Não vão encontrar nada mais do que aquilo descrito nos parágrafos acima. Com uma longevidade destas, Ice Age: Continental Drift - Arctic Games estaria melhor no mercado dos smartphones, e ainda assim, existem jogos gratuitos capazes de proporcionar uma maior diversão durante mais tempo.

3 / 10

Lê o nosso Sistema de Pontuação Ice Age 4: Continental Drift - Arctic Games - Análise Jorge Loureiro O melhor é ficar apenas pelo filme. 2012-07-16T15:31:00+01:00 3 10

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