Ghost Recon: Future Soldier Beta - Antevisão

O que esperar do modo multijogador.

A semana passada tive a possibilidade de experimentar a beta do modo multijogador do Ghost Recon Future Soldier, a mais recente entrada no campeonato mundial de "shooters" da indústria de videojogos. Inicialmente a experiência foi algo dolorosa, com alguma instabilidade nos servidores, quebras durante as partidas e afins, mas mais para o final a coisa estabilizou.

Estou longe de ser um especialista neste género de jogos, mas sou cuidadoso, fator essencial para ser bem-sucedido neste Ghost Recon Future Soldier. A ação é uma espécie de Gears of War misturado com Socom, com a parte estratégica a seguir o caminho deste último e o sistema de cover a fazer lembrar o título da Xbox. O nível de entrada pareceu-me exigente, para alguém sem experiência neste género de títulos as diferenças entre o tipo de unidades não são claras e o aspeto estratégico obriga-nos a avançar em bloco, cuidadosamente e sem grandes heroísmos.

A versão a que tive acesso tinha apenas dois mapas (Pipeline e Mill), mas ambos de grandes dimensões e com várias possibilidades de abordagem. Estavam disponíveis três tipos de unidades militares (ou classes), Engineer, Scout e Rifleman, cada uma com modelos de armas e equipamento próprios. O Rifleman pareceu-me desenhado para um estilo de jogo mais agressivo, com maior resistência e armas de maior calibre, o Engineer utiliza armas e truques mais defensivos de onde destaco as "sensor granades", e finalmente o Scout, capaz de utilizar a célebre sniper rifle, e de ficar indetectável quando não está em movimento.

Em relação aos controlos, o movimento e sistema de cover está competente, já em relação à mira e aos disparos precisei de algum tempo para me habituar. Disparar livremente é quase um suicídio, já que o "recoil" das armas é enorme, fazendo a arma subir e tornando muito complicado acertar nos inimigos mesmo a curta distância. Claro que isto não é um FPS, e o fator abordagem e estratégia têm um peso muito maior na ação, uma granada na altura certa, esperar por informação sobre a localização inimiga ou um "waypoint" estrategicamente colocado para que toda a equipa reconheça a nossa movimentação, pode ser a diferença entre a derrota e o sucesso.

Como já referi as armas e equipamentos estão intimamente ligados ao tipo de unidade que escolhemos, e depois existe um sistema de personalização das armas para acrescentar um toque pessoal à experiência. São vários os elementos que podemos adicionar às armas, silenciadores, miras laser, estabilizadores, enfim, tudo para afinar o estilo de disparo a vosso gosto. O jogo disponibiliza ainda um gráfico que nos permite ver as várias características gerais da arma, a estabilidade, o controlo, o poder ou o alcance, e depois podemos mesmo testar os disparos numa pequena sessão de tiro ao alvo.

Mais sobre Tom Clancy's Ghost Recon: Future Soldier

Como todos os modos multijogador nos dias de hoje, existe um sistema de progressão intimamente ligado ao gameplay, e que poderá ser uma barreira para os novatos que não comecem a jogar desde o primeiro dia. Isto não foi visível durante este pequeno período da beta claro, mas certamente que existirá uma enorme diferença no futuro, quando começarmos um jogo com a nossa arma normal contra os veteranos já com os seus brinquedos com todos os "upgrades".

Os objetivos das partidas são gerados aleatoriamente, pelo menos fiquei claramente com essa sensação, e isso é agradável pois introduz um elemento de incerteza ao combate que obriga as equipas a reagir e se adaptar às contingências. Mais do que ter uma estratégia pré-determinada, a imprevisibilidade dos objetivos durante as partidas apelam mais à capacidade de improviso e liderança dos jogadores, do que propriamente ao comportamento mecânico e automático que se verifica em muitos jogos.

Escolhe a tua classe em Ghost Recon Future Soldier.

Os objetivos não requerem nada de especial, o típico defender um ponto de abastecimento durante um certo tempo, ou conquistar e fazer explodir um "EMP site", mas no geral acabei por me divertir depois de me habituar a deitar no chão antes de disparar em campo aberto. Não sei se é comum neste tipo de jogos, mas sempre que me cruzava com um elemento da equipa inimiga, enquanto eu disparava desenfreadamente, ele deitava-se calmamente no chão e só depois me enchia de chumbo, com toda a calma do mundo.

Visualmente está bastante longe do que já vimos nesta geração, e ainda existem alguns problemas de "framerate" durante as partidas. Claro que sendo uma versão ainda muito embrionária, é injusto estar a fazer juízos de valor, ainda assim, parece existir ainda muito polimento por fazer, para que a parte visual se adeque às imensas opções que o jogo oferece em termos de mecânicas.

No global, este meu primeiro contacto com o modo multijogador de Ghost Recon Future Soldier envolveu sentimentos mistos, não sou propriamente um veterano deste género, mas aprecio a vertente tática e de trabalho em equipa destes "shooter's". Se são fãs de SOCOM por exemplo, é provável que encontrem algum divertimento neste Ghost Recon, claro que ainda há muito para ver, o modo multijogador é apenas uma ponta (esperamos nós) do conteúdo final do jogo que sai no final do mês de maio.

Comentários (9)

Os comentários estão agora fechados. Obrigado pela tua contribuição!

  • A carregar...