Catherine - Análise

O desespero de escolher entre duas belas mulheres.

Versão testada: PlayStation 3

Katherine ou Catherine? Este é o dilema de Vincent Brooks, o protagonista de Catherine que se encontra atraído por duas belas mulheres, sendo uma delas a sua namorada e a outra uma que simplesmente conheceu enquanto bebia no seu bar favorito, o Stray Sheep.

Vincent vivia uma relação estável, pacata e sem grandes compromissos com a sua namorada Katherine, mas um dia a sua vida ficou completamente virada do avesso. Naquilo que parecia ser um lanche como qualquer outro, Katherine sugere a ideia de casamento, apanhando Vicent desprevenido. Para piorar a situação, Vincent conhece Catherine, que depois de alguns copos, acaba por acordar na manhã seguinte com a loira sedutora do seu lado.

Sem se lembrar ao certo do que aconteceu nessa noite e assombrado pela sua traição, Vincent começa a ter pesadelos aterradores todas as noites, mas não é o único. Rapidamente descobre que todos os homens que cometeram traição estão a ter o mesmo pesadelo e até se encontram nos pesadelos sob a forma de ovelhas (não perguntem porquê).

Estes pesadelos acabam por se revelarem mortais. Quem morrer durante o pesadelo morre na vida real. Corre o rumor pelo Stray Sheep que é uma maldição feita por uma bruxa. Há quem acredite e há quem não acredite. O que é certo, é que ao longo desta jornada de uma semana Vincent descobrirá o mistério por detrás destes pesadelos enquanto tenta ao mesmo tempo lidar com as duas mulheres, sem que uma tenha conhecimento da outra.

Prontos para os pesadelos?

De forma resumida, Catherine centra-se nestes pesadelos e na vida amorosa de Vincent, e a curto prazo é um título bastante interessante que proporciona uma experiência diferente. Esta temática não é comum nos videojogos, e é uma jogada arriscada pois geralmente este tipo de jogos passam despercebidos pelas massas, por isso é de louvar que a Atlus tenha avançado em frente com Catherine, principalmente na Europa pelas mãos da Deep Silver.

Mais sobre Catherine

Despido de toda a sua estória, Catherine é na sua essência um jogo de puzzles, e um bem difícil. Nos seus pesadelos Vincent terá escalar uma torre dividida em sete partes ou andares e a cada noite terá que concluir uma dessas partes. Os diferentes andares não são nada mais que um aglomerado de cubos para escalar. Descrito desta forma, até não parece ser assim tão difícil, certo? Bem, na realidade há um aspeto que complica tudo: os cubos começam a cair mal Vincent inicie a sua escala, e se não for rápido o suficiente, cai juntamente com eles resultando em "Love is Over" (o equivalente de Catherine a Game Over).

O fundamental que necessitam de saber em relação aos puzzles de Catherine é que os cubos estão unidos pelas suas arestas. Não importa se não houver qualquer suporte debaixo de um cubo, se este estiver a tocar com uma das suas arestas na aresta de outro cubo, então está seguro. Portanto, as leis da física não se aplicam aos pesadelos. O objetivo é criar uma escada para que Vincent consiga chegar ao topo antes que a estrutura caia por completo. Catherine exige assim um raciocínio rápido bem como boa perspetiva de como podem manipular os cubos a vosso favor.

Na versão Europeia a Atlus decidiu facilitar um pouco o jogo ao implementar a opção de reverter a movimentação de um bloco. Podem utilizar esta funcionalidade até nove vezes por nível, mas quanto mais usarem maior será a penalização na pontuação final. Se não se importarem com a penalização, é uma funcionalidade a ter em conta quando cometerem um erro. Em algumas situações, basta movimentar um único cubo na direção errada para arruinar por completo a escalada.

Para não assustar logo no início os jogadores, Catherine vai aumentando ligeiramente a dificuldade. Os primeiros níveis são bastante acessíveis, mas é bom começar logo a absorver e saber utilizar as várias técnicas, caso contrário poderão ficar horas a tentar concluir um só nível. Mas este é um daqueles casos em que quanto maior a dificuldade, maior será o prazer quando finalmente concluírem o objetivo, pelo que se recomenda optar pelo menos pela dificuldade "normal".

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