Ace Combat Assault Horizon Legacy - Análise

Daqui Phoenix, permissão para atacar.

Versão testada: 3DS

Ace Combat há muito que espalha tradição e respeito. É uma das melhores franquias da Namco Bandai. A sua evolução segura desde os tempos de Air Combat tem reunido os fãs das manobras aéreas para capítulos que ficam marcados por notas de sucesso. Não obstante a viva representação e o realismo dos combates através de aviões militares de combate nos espaços aéreos, o convívio com a ficção continua a ser um caminho plausível sobre o arco narrativo. Personagens fictícias, países fictícios e um conflito fictício pensado a partir do crescimento e antagonismo de duas super-potências.

É, porém, um relevo seguro e uma estrutura consagrada. Encontramos assim locais marcantes como o Tin Castle, a famosa fortaleza de Ace Combat 2, mas também uma estrutura de missões que acaba por ser bastante familiar. No meio destes pontos de contacto existe depois um acabamento que empresta ao jogo uma vocação mais realista e arcade. A representação dos combates é eficaz. Não obstante a simplicidade da condução das aeronaves e entrada com elas em combate não implica um desafio tão exigente como seria de esperar num simulador dedicado. A ausência de ações fundamentais e de um desafio mais exigente servem de porta de entrada para uma audiência interessada num jogo que permita um contacto acessível e descomplicado.

Na verdade é sobre isso este Ace Combat Assault Horizon Legacy. Disponível para a Nintendo 3DS praticamente em simultâneo com as versões domesticas de Assault Horizon, seria demasiado arriscado supor que uma versão necessariamente mais limitada equivaleria às versões domesticas. Isso não é importante, porém. No fundo o que importa é saber se esta versão portátil cumpre os propósitos para uma plataforma móvel e se consegue corresponder às exigências dos fãs.

Num ponto intermédio entre acção cinematográfica e tradição de Ace Combat

Se Assault Horizon marcou uma derivação da série Ace Combat para uma vertente mais alargada na composição cinematográfica, explosiva e com uma dinâmica de combate musculada visualmente e em jogabilidade, já Assalut Horizon Legacy ficou num ponto intermédio entre respeito pela tradição da série e elementos que ditam as novas coordenadas da série.

Abdicando do festim visual e dinâmico providenciado pelo especial poder das consolas domesticas, esta versão 3DS sai bastante bem na forma como recaptura a tradição dos combates rápidos. Diante de uma multiplicidade de missões que oferecem diferentes contextos há um conjunto de opções e variáveis que tornam as "dogfights" particularmente impressionantes. As aeronaves aqui presentes são em grande número e cada uma parece adaptar-se da melhor forma à finalidade da missão. Há depois uma série de elementos personalizáveis como cores da aeronave, mísseis e apoio dos colegas em combate. Ao longo da primeira dezena de missões as escolhas não serão tão preponderantes, sendo possível completar uma delas a partir de qualquer avião de combate. Contudo, mais perto do fim do jogo, vão encontrar um desafio exigente e será nessa altura que terão de reunir a melhor combinação dos aparelhos para saírem vitoriosos.

Nos céus está a emoção dos combates

O ponto de partida para este jogo é mais um conflito entre as forças aliadas da USEAN e os rebeldes. O jogador, "scarface 1", é Phoenix, um piloto que integra uma elite de ases do ar, mas que terá de batalhar por missões e rankings até atingir o estatuto de primeiro piloto. A Project Aces não desenvolveu uma estrutura tão cinematográfica como no jogo para as consolas domesticas. Entre as missões limitámo-nos a receber as ordens do nosso comandante e uma explicação através de mapas com áreas da intervenção sobre o teor da missão.

Se a ausência de um compêndio de cenas cinematográficas não tem qualquer relevância no plano da jogabilidade, quando assumimos o controlo das aeronaves entramos no que o jogo tem de melhor para oferecer, não fosse esse o seu desiderato. Aqui a Project Aces apostou em território seguro. O controlo das aeronaves é muito sóbrio, simples, arcade e tecnicamente perfeito. A sensação de velocidade, ambiente sonoro e cénico são realmente impressionantes se atendermos à natureza portátil da obra. Sem dever praticamente nada às versões domésticas da geração passada em termos visuais, encontramos depois novas mecânicas na jogabilidade que tornam mais excitante a perseguição aos inimigos.

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