Pullblox - Análise

GameCube.

Versão testada: 3DS

A Nintendo 3DS está a passar pelo seu melhor momento desde o lançamento. Apesar de um início prometedor, o tempo que se lhe seguiu não trouxe resultados surpreendentes. Porém a reta final de 2011 revela um indicador positivo, de retoma, que permite aos titulares do sistema portátil da Nintendo encontrarem novo software que faz a diferença. E se entre as grandes bandeiras da quadra natalícia encontramos jogos como Mario Kart 7 ou Super Mario 3D Land, a oferta digital por via da loja eShop está cada vez mais destacada. Pullblox, que aqui trazemos em forma de crítica, é um jogo que sobressai na oferta e, como tal, justifica a vossa atenção.

Devido à boa adaptação da 3DS à internet, todas as semanas a Nintendo brinda os seus jogadores com ofertas originais e clássicas, algumas destas readaptadas à tecnologia 3D o que confere um especial destaque. Mas se nos meses iniciais de vida da 3DS a eShop não contou com grandes peças originais, a Nintendo preparou agora autênticas surpresas para aqueles que procuram um jogo embrulhado em novidade.

Se procuram um jogo de puzzle, em forma de plataformas e que vos porá a usar o cérebro nos tempos livres de forma digna, então Pullblox é a escolha mais óbvia. Mais vos digo que este jogo é um sério candidato a jogo do ano dentro do nicho daqueles jogos que acabamos por esquecer só porque não tem a pompa e estilo visual dos "blockbusters", nem conta com as tradicionais avalanches de marketing. Felizmente a Nintendo tem vindo a promover de forma consistente estas pequenas grandes gemas, dando o destaque que lhes é merecido e que se justifica perante a necessidade de catalogar a eShop como uma loja cada que é cada vez mais uma alternativa de peso em jogos a baixo custo.

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Agora há que subir.

Os mais de 250 puzzles que apresenta Pullblox são autoria da Intelligent Systems. Só por aqui podemos antever a qualidade do produto que nos espera. Este estúdio interno da Nintendo destacado por fabricar jogos como Advance Wars, Fire Emblem, Puzzle League, Paper Mario and WarioWare, foi capaz de produzir uma das mais viciantes, originais e divertidas obras no género puzzle do último ano, para não dizer dos últimos tempos, senão até mesmo de sempre.

Pullblox é um desafio do princípio ao fim e apesar de parecer simples (e curto) durante a primeira centena de puzzles, esconde uma longevidade incrível e uma dificuldade bastante equilibrada que porá à prova toda a vossa ginástica mental para ultrapassar autênticas muralhas de blocos.

Que desafio original esconde Pullblox?

Em Pullblox o jogador irá assumir o comando de Mallo, um jovem e icónico personagem que se assemelha a um lutador de sumo, mas que mais parece uma pequena bola. Enverga uma indumentária típica e faz sempre um gesto alusivo à modalidade antes de começar um novo puzzle. O seu altruísmo em libertar a pequenada que ficou presa em puzzles Pullblox é o mote para o motivo do jogo. Escalar autênticas montanhas de blocos, puxando-os para ter espaço que o leve até ao último degrau.

O aspecto visual do jogo é delicioso. Muito colorido, agradável e com uma sonoridade tranquila bem ao jeito da IS, transmite uma boa sensação e o prazer de completar mais um puzzle é motivo para mais satisfação. O movimento da personagem lembra o de Super Mario, ao saltar entre blocos. A grande diferença é que tem de os puxar e não cai tão facilmente das superfícies a menos que a puxemos. Dotada de sinais particulares que lhe conferem um traço humorístico é também bastante carinhosa e enquadra-se perfeitamente naquelas estruturas que escondem uma grande variedade de temáticas.

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Fotografem este código para fazerem o puzzle.

Contudo, por detrás de um esquema aparentemente simples, esconde-se um extensíssimo rol de desafios. Aliás, as primeiras horas de jogo destinam-se a acomodar o jogador aos mecanismos, começando por regras básicas e lições simples, antes de passar a outros desafios bem maiores, com passagem por murais e imagens de figuras, objetos da Nintendo e criaturas como dinossauros, que no fundo acrescentam outra dificuldade dada a sua grande dimensão.

As regras do jogo são bastante simples. À partida o jogador encontra uma superfície vertical lisa com várias cores. Se aproximar a personagem dos blocos e os puxar para fora como quem abre uma gaveta, cria uma superfície que lhe permite subir um degrau. Os blocos são puxados consoante a cor e tamanho. É a partir daqui que as coisas ficam complicadas. Umas vezes será preciso puxar para fora algumas vezes, depois para dentro, sempre com o objetivo de conseguir trilhar um caminho. A solução de cada puzzle está no topo, devendo puxar o último bloco para assim recuperar o pequenito que lá ficou preso. A primeira avalanche de puzzles é relativamente simples, mas produz um efeito essencial; uma aprendizagem sólida que permite ao jogador ganhar traquejo com o naipe de soluções que terá à disposição para resolver os "puzzles". Mais à frente, diante de puzzles compostos por outra dimensão, terá de aplicar tudo o que aprendeu.

Numa fase mais avançada do jogo, a personagem poderá enfiar-se em tubos e sair noutro lado do puzzle, respeitando a cor do tubo com um outro critério cumulativo, que a área envolvente ao tubo de saída esteja desimpedida. Depois surgem os botões sobre diversos blocos. Saltando sobre eles, os blocos da mesma cor são automaticamente empurrados para fora. Estas condições de jogo trarão uma nova dificuldade e o tempo dispendido a resolver cada puzzle será maior, especialmente a partir do momento que os puzzles quase que duplicam de tamanho, como se fossem autênticas montanhas.

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A dificuldade vai de uma a quatro estrelas.

Por vezes a decisão de saltar para um outro bloco pode revelar-se errada. Nessa situação e para corrigir as últimas ações poderão dar uso ao botão "rewind" que permite regressar até aos últimos 30 segundos. Se sentirem a necessidade de começar desde o princípio há sempre um botão triangular na base do puzzle que coloca todos os puzzles na posição original.

A variedade de puzzles é notável. Nos mais de 250 vão encontrar uma árvore de natal, uma 3DS, um comando NES, dinossauros. Estes são apenas alguns puzzles ordenados por temática. Mas também haverá puzzles desafio que têm como primeira intenção o teste à vossa rapidez de raciocínio e pensamento abstrato para encontrar o caminho até ao topo. Como se não fosse suficiente os produtores adicionaram para lá dos puzzles, um editor que vos permite usar as ferramentas para fazerem os vossos puzzles. Pela internet o que não faltam são códigos QR de puzzles criados por outros jogadores. Um pouco por todo o lado chegam fabulosas criações que se estendem até aos confins da imaginação. De personagens do universo Mario até ao que quiserem, tudo é possível.

Já dissemos atrás que em design e grafismo Pullblox destaca-se pelo colorido e aspeto algo "cartoon" das personagens, pese embora uma certa simplicidade. Contudo, é graças ao efeito 3D e à profundidade ditada pelo efeito que encontramos um dos jogos que até ao momento melhor aproveita a tecnologia. Há realmente uma dimensão e profundidade dos puzzles quando o efeito 3D está no máximo, sendo útil para ajudar a encontrar a resposta.

Atendendo a que custa apenas 6 euros em conjugação com a especial longevidade e originalidade do jogo, Pullblox é uma rica surpresa neste fim de 2011. Aparentemente simples, é bem mais complexo do que parece e não conseguem parar de usufruir desta bela peça de software enquanto não resolverem todos os desafios. Imaginem como será quando passarem para o editor e tirarem puzzles de outros jogadores. Praticamente não tem fim. Imprescindível para os titulares de uma Nintendo 3DS.

9 / 10

Lê o nosso Sistema de Pontuação Pullblox - Análise Vítor Alexandre GameCube. 2011-12-21T14:14:00+00:00 9 10

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