DanceStar Party - Análise

Barbra Streisand!

Versão testada: PlayStation 3

Oriundo dos mesmos estúdios que desenvolveram a franquia de sucesso Singstar, chega agora um pé de dança capaz de reverter as intenções dos menos habilidosos nas locomoções, num convite renovado de motivos para aqueles que gostam do género "party game". Uma passagem pelo quadro de opções permite constatar essa derivação musical (ver caixa). A grande diferença é que ao invés de testarmos a nossa voz ao ritmo de êxitos mundiais da atualidade e de outros tempos, somos convidados a mexer as pernas, braços e cintura por intermédio de temas que convidam ao movimento corporal, nem que manifestamente tenhamos uma habilidade que não nos permite demarcar o suficiente do macaco Adriano.

Os jogos de dança têm crescido significativamente, com várias propostas adaptadas às interfaces disponíveis, sendo que nesta oferta da London Studios, o move e o PS Eye servem de ferramentas imprescindíveis para tirar todo o proveito do jogo. Por contraposição a Singstar onde o domínio da voz e o "timming" da locução ditavam o sucesso, em DanceStar Party o domínio do acontecimento é algo mais complexo, não só por o jogador ter de acompanhar os movimentos solicitados, mas também por ter atenção ao Move e colocá-lo em condições corretas de captação pelo PS Eye. Considerem que afastam por instantes o foco luminoso do raio de interceção da objetiva. Isso é o suficiente para ficarem sem pontuação para esse movimento. Não é fácil controlar a sequencia de movimentos.

David Hasselhoff pede aos portugueses para dançar. Mas existirá ainda vontade?

Em termos práticos DanceStar Party é um jogo mais exigente. As primeiras músicas que completei na sua versão mais longa, à primeira não consegui mais do que uma estrela em cinco e só nas últimas me aproximei das três estrelas, para principiante. Agora imaginem nos níveis intermédio. Com efeito os produtores querem colocar o jogador a dançar, com ritmo e bastante energia, embora sem exageros, já que o resultado final dependerá da captura dos movimentos pelo PS Eye, mais do que uma dança fiel ao exemplo que nos acompanha e serve de instrução

A herança dos jogos musicais reflete-se na interface, bem explanada por segmentos de jogo e apontada para um acesso fácil aos temas musicais. Depois de selecionarem um tema entrarão no jogo propriamente dito. Importa ter o espaço bem iluminado ao vosso redor. O PS Eye tem uma função de fotografia e vídeo, usadas constantemente para registar os melhores momentos, captar imagens com movimentos especiais (obviamente se tropeçarem ou caírem será complicado salvar o momento certo) e até rever, logo após o final e enquanto se ganha fôlego para o tema seguinte, todo o trecho dançante.

A instrução e explicação dos movimentos ficam a cargo de um dançarino ou dançarina que efetuam os movimentos em simultâneo com a descrição dos membros que devem mexer, entre braços (direito ou esquerdo) e pernas. Esta dupla observação é essencial. Através do dançarino ficamos com uma ideia sobre a execução do movimento, seguindo o foco de luz, enquanto que os diagramas permitem preparar o movimento seguinte, um pouco ao jeito das notas nas corridas de rali.

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