Assassin's Creed: Revelations - Análise

Dois homens, um destino.

Versão testada: PlayStation 3

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A Ubisoft Montreal tem-nos brindado com um novo jogo da série Assassin's Creed todos os anos, desde 2007 quando o primeiro título foi lançado para o mercado. O que começou por ser planeado como uma trilogia, acabou por derivar para vários "Spin-offs" em múltiplas plataformas, e ainda dois títulos que seguem diretamente a linha narrativa dos jogos principais. O primeiro foi Brotherhood, e agora Revelations que encerra o capítulo da história dedicado a Ezio Auditore. Não tenciono perder muito tempo a relembrar-vos todas as características que envolvem esta série, vou partir do princípio que estão familiarizados com as principais mecânicas do jogo. Mas tenciono conceder um enquadramento narrativo sempre que relevante, e um olhar atento sobre as novas mecânicas introduzidas em Assassin's Creed Revelations.

Existe alguma controvérsia sobre como/se a Ubisoft tem "espremido a laranja", adiando o lançamento do terceiro jogo oficial da série. Isto aliás é típico na indústria. Como jogadores, todos conhecemos exemplos de séries que depois de conquistarem o sucesso, e consequentemente a nossa expectativa, foram sendo arrastadas por interesses comerciais, para um sem número de sequelas que acabavam por se tornar aborrecidas e repetitivas.

Isto também é bastante comum noutros meios de entretenimento, as séries televisivas por exemplo, se têm sucesso, estica-se a história, inventa-se mais uns antagonistas e espreme-se enquanto der. O problema é que no caso dos videojogos, mesmo que a narrativa tenha qualidade suficiente para sustentar mais horas de jogo, "spin-offs", ou histórias paralelas, as mecânicas também precisam acompanhar esse prolongamento com novas experiências, e estas têm que ser relevantes e adequadas à estrutura do título em causa, sob pena de os jogadores se cansarem de fazer sempre a mesma coisa.

Assim, cada sequela não só precisa de ter melhor aspeto do que o jogo anterior, como também lhe é exigido que ofereça algo de novo dentro do gameplay. Isto é particularmente importante nos videojogos centrados no modo single-player. No caso da série Assassin's Creed, o espaço temporal entre as aventuras de Ezio e Altaïr foram um bom pretexto para a introdução de novas armas e engenhos adequados a cada época. Em Brotherhood foi também introduzido o modo multijogador online. E claro, em Revelations também existe algumas novidades, especialmente desenhadas à volta da figura de Ezio Auditore (character driven design), e que dissecarei mais à frente.

Ezio Auditore da Firenze:

Como sabemos Ezio foi o protagonista de Assassin's Creed II e Assassin's Creed: Brotherhood. Para quem jogou estes títulos (e por favor joguem os títulos anteriores antes de jogarem este), é interessante ver como a personagem de Ezio tem vindo a evoluir com o tempo. Começou por ser o jovem imprudente e temperamental do segundo jogo, para se tornar um assassino frio e calculista em Brotherhood. Ora em Revelations, controlámos um Ezio que já passou os cinquenta, e é já um veterano de barba grisalha. Um homem sábio e ponderado, cujo passado é respeitado por todos dentro da ordem de assassinos.

Este é o primeiro ponto a favor da Ubisoft, a excelente caracterização de Ezio. Retratar o amadurecimento de um protagonista tendo em conta os títulos anteriores é muito importante, e nem sempre é conseguido da melhor forma nos videojogos se pensarem um pouco nisso. Na minha opinião é mesmo um dos aspetos fundamentais de um grande jogo. Caracterização tem a ver não só com a aparência da personagem, mas como ela se move, se comporta, tem a ver com as armas que utiliza, e como as utiliza. Tudo isto conjugado com a sua personalidade e a forma como vai evoluindo pela aventura define a sua caracterização. Querem saber um exemplo de uma excelente caracterização? Kratos de God of War.

Ezio move-se mais lentamente e caminha de forma mais curvada do que anteriormente, e de uma forma geral, aparenta ser mais pesado do que quando era jovem. Mas também é mais poderoso e experiente do que nas suas aparições anteriores. Vou assumir que todos viram o vídeo de apresentação do jogo na última E3, onde mostraram Ezio a embarcar numa procura por respostas em Masyaf, casa do seu antepassado e protagonista do primeiro jogo da série, Altaïr ibn-La'Ahad. A informação que Ezio consegue em Masyaf leva-o até à cidade de Constantinopla (Istanbul nos dias de hoje), em busca das cinco chaves que dão acesso à biblioteca de Altaïr, e onde Ezio espera encontrar as respostas que procura.

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