Bleach: Soul Resurreccion

Quantos são?

A série Bleach já não é uma novidade no universo dos videojogos, ainda assim, confesso que este Soul Resurreccion foi o meu primeiro contacto com a popular série animada. Para meu contento, tenho um amigo próximo que é fã do anime e deu-me bastante informação de background acerca dos eventos que se iam desenrolando, porque sinceramente, o jogo faz muito pouco para informar o jogador sobre quem exatamente é Ichigo Kurosaki, de onde vêm os seus poderes como "soul reaper" e porque nos devemos sequer importar. Mas claro, estamos perante um produto principalmente para fãs.

Vou dizer já em avanço, se o combate não fosse gratificante, a minha experiência com Bleach: Soul Resurreccion teria sido triste. O jogo funciona no estilo "hack and slash" na terceira pessoa, dentro de um ambiente estético animado em cel-shading. Para isto possui um sólido conjunto de lutadores retirados da série e que oferecem variedade suficiente dentro de vários estilos, uns mais especializados no combate corpo a corpo, outros no combate à distância, com algumas habilidades de AOE (area of effect) à mistura.

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Exemplo de um combo.

As mecânicas do combate são bastante simples, mas variadas o suficiente para permitir diferentes abordagens dependendo da situação. As mais eficazes dependem do recurso spirit, mas as mais poderosas dependem da barra de ignition, capaz de aumentar as nossas capacidades exponencialmente e depois desferir uma habilidade ultra destruidora nos adversários. O combate promove ainda a execução do máximo número de combos que conseguirmos, ao aplicar um multiplicador que aumenta as recompensas que ganhamos dos inimigos, à medida que desferimos golpes consecutivos, sem deixar a barra de combos chegar ao fim.

Felizmente, para derrotar o conteúdo deste título, tudo o que precisamos fazer é eliminar qualquer coisa que se atreva a entrar no nosso campo de visão. Não é necessário qualquer planeamento e mesmo as batalhas com os bosses não oferecem mecânicas suficientemente complicadas para nos obrigar a procurar a melhor abordagem, depois de várias tentativas falhadas. A dificuldade assenta na sua generalidade no campo da execução, mas mesmo aqui os combos requerem apenas que pressionemos a mesma tecla várias vezes seguidas. O desafio está em utilizar a habilidade/combo mais adequados na altura certa, enquanto prestamos atenção às barras de vida, spirit e ignition.

Os dois modos de jogo principais são o modo Story (estória) e o modo Missions (missões). O modo missões oferece 28 níveis com alguma variedade de objetivos como matar 100 criaturas de um certo tipo, completar um nível dentro de um tempo limite ou até sem utilizar uma determinada habilidade. O modo história consiste em catorze capítulos diretamente relacionados com os eventos da série anime, mas conta-os de uma forma muito pobre, um pequeno texto a enquadrar a ação antes de cada capítulo, e alguns diálogos durante os combates. Muito pouco para dar contexto e consequentemente sentido aos nossos feitos.

A ação consiste em atravessar zonas repletas de hordas de criaturas anónimas, até atingir uma área com um boss final. Esta fórmula mantém-se inalterada ao longo dos catorze capítulos da história. O combate com os exércitos de criaturas inimigas é em grande parte opcional. Existem secções em que o jogo bloqueia uma pequena área até que derrotemos determinados inimigos dentro dela. Mas a maioria das zonas em cada nível pode simplesmente ser atravessada com grande velocidade em sprint, ignorando todos os monstros pelo caminho até atingirmos o boss. A estrutura das áreas em que nos podemos movimentar promove uma ação linear. Quase todas as zonas assumem a forma de um corredor, seguido de outro corredor, raramente com uma opção de escolha sob que direção tomar.

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