Outland

Entre a luz e as trevas.

Versão testada: PlayStation 3

Outland fez parte do conjunto de jogos que foram apanhados na falha temporária do serviço PSN em virtude dos ataques piratas. Com a versão PS3 que nos foi disponibilizada para crítica tivemos que aguardar pelo restabelecimento do serviço. Entretanto, outros títulos ganharam prioridade pelo que deixamos Outland para momento oportuno. Uma vez chegado, tivemos finalmente a oportunidade de conhecer aquele que é o recente esforço da Housemarque, produtora finlandesa, com o apoio da Ubisoft que já deixou alguns jogos no serviço com boas referencias como Super Stardust HD.

Outland é essencialmente um jogo de plataformas que convive bem com algumas ideias que lhe emprestam alguma originalidade. A composição geral é eficaz, pois num género tão submetido a explorações recentes e com muitos conceitos garantidos e replicados à exaustão, só com novos motivos a Housemarque seria capaz de abrir aqui uma janela capaz de proporcionar uma verdadeira lufada de ar fresco. No meio séries consolidadas ao longo dos últimos anos e décadas, Outland arrisca bastante e bem e sai bem do desafio, mesmo que não alcance a mesma importância de boa parte das ideias que servem de base, numa inspiração clara em Metroid, Castlevania, Limbo - este algo distante em "gameplay" mas próximo na composição gráfica -, assim como Ikaruga por força da engrenagem a duas velocidades.

Apesar de uma recente reciclagem no género e com títulos já consolidados através do tempo, a verdade é que entre as recentes produções Limbo ainda é um jogo que atinge o que mais nenhum outro jogo alcançou até então: hostilizar completamente a personagem por força do tamanho descomunal do ambiente que constantemente se desmultiplica numa vaga de inimigos, armadilhas; ambos problemas para superar.

Mais sobre Outland

Porém, Outland não faz dos puzzles e da atividade cerebral a sua especialidade, embora remeta o jogador para um sentido de orientação e descoberta que nos aviva o bactracking de Metroid ou Castlevania ou então aqueles puzzles de papel mais tradicionais que requerem que se guie a personagem ao destino. Em exato rigor é um jogo que pesa melhor a exploração de cenários em duas dimensões, valendo-se das plataformas, pondo ênfase no combate e na ação. O jogo gira em torno dessa constante iteração. Além disso, o esforço artístico vale-lhe um particular destaque por força das diferentes e suaves luminosidades em equilíbrio com um jogo de sombras e escuros que tendem a ocupar boa parte da tela.

Mas, quem é aquela personagem que se move com manifesta desenvoltura e agilidade, superando abismos e escapando apertadas situações de controlo? Figura sem rosto e desconhecida, em pouco tempo lidará com polos opostos; a claridade do sol e a escuridão que ampara a lua. É a sua missão, o destino que começou em sonhos. Aquela terra está num caos. Antes de receber os respetivos poderes que afetam e produzem efeitos bastante interessantes na jogabilidade, vemos logo no prólogo que este homem sonhou com perturbadoras visões do passado, de um tempo muito distante e de um confronto herculeano entre um herói e duas irmãs detentoras desses poderes. Nessas visões, a personagem descobriu que não foi capaz de restaurar o equilíbrio no planeta. As duas irmãs continuaram a tropeçar no uso malévolo dos seus poderes. Ainda atónito, descobre que ele é o herói que deverá acabar com a ameaça existente.

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