LEGO Pirates of the Caribbean

LEGO Yarrrr!

Em retrospetiva, a série LEGO tem conseguido marcar um estilo próprio, particularmente em jogos de aventura inspirados em licenças de filmes como Star Wars, Indiana Jones, ou Harry Potter. Na minha modesta opinião, esta aproximação tem resultado muito melhor do que os históricos jogos de qualidade duvidosa que saíam imediatamente após um grande filme no cinema.

É neste momento que a minha consciência me obriga a dizer, exceção feita a Goldeneye 64, obrigado Rare. Ok continuando, com o lançamento do quarto filme dos Piratas das Caraíbas, por Estranhas Marés, a Traveller's Tales aproveitou para adicionar este franchise à sua série de paródias LEGO, com um jogo que retrata as aventuras do pirata Jack Sparrow de uma forma única e claro, com imensos momentos de humor.

LEGO Pirates of the Caribbean: The video game, segue a linha narrativa dos filmes dos Piratas das Caraíbas, Curse of the Black Pearl, Dead Man's Chest, At the World's End, e o recente On Stranger Tides, com os característicos bonecos de Lego a substituir as estrelas dos filmes. Como nos anteriores jogos da Lego inspirados em filmes, se quiserem seguir a história a melhor opção é mesmo verem os filmes. A ação do jogo centra-se nos seus principais momentos, com quatro episódios, cada um deles dedicado a cada filme, mas não faz quase nada para explicar quem é quem, nem os porquês dos acontecimentos. As cut-scenes estão visualmente agradáveis, no entanto, também não ajudam muito para a compreensão da história. Servem como introduções aos níveis e concentram-se no humor para manter o jogador interessado. Um dos momentos épicos que não resisto em partilhar é quando Jack pega numa guitarra, saca um forte riff de rock enquanto imita o famoso Duck Walk de Chuck Berry, celebrizado também por Angus Young dos AC/DC.

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Aqui está a nossa gaiola de ossos ao estilo de Katamari.

A aventura principal dividida entre quatro episódios é relativamente curta, cerca de 5 a 6 horas no máximo, mas oferece alguma variedade de experiências de jogabilidade. Duelos, combate com espada, plataformas, colecionar Studs (os pequenos encaixes LEGO), construção de estruturas e objetos LEGO, batalhas entre navios, e até uma gaiola redonda que controlamos a rebolar, que parece ser feita de ossos e faz imaginar o quão épico seria uma versão Lego de Katamari.

Durante o jogo vamos tendo acesso a vários personagens jogáveis, cada um com uma série de habilidades únicas. Por exemplo o Pirata Jack Sparrow utiliza a sua pistola para acertar em vários alvos com um único disparo, Will Turner tem uma espada que pode também ser atirada contra objetos à distância, um carpinteiro para reparar estruturas em Lego, ou até mesmo um cão que pode ser usado para escavar túneis que permitem aceder a áreas específicas. O desafio passa por escolher o personagem adequado para ultrapassar cada desafio. Podemos trocar entre eles a qualquer instante. O meu favorito é claro o pirata Jack Sparrow, que retrata de forma exagerada mas super engraçada a sua peculiar forma de correr, com os braços semi-abertos cambaleando para a frente e para trás, como se estivesse permanente embriagado.

Existem duas áreas fundamentais fora dos níveis, as docas (docks), e o porto (port). As docas são a área principal da aventura, através delas podemos aceder aos níveis dos quatro episódios dos filmes. À medida que vamos completando os níveis em modo story, eles ficam disponíveis nas docas para serem repetidos em modo free Play. Este aspecto permite aumentar a longevidade do jogo, já que podemos utilizar os novos personagens que tivermos ganho até então, e assim aceder a novas áreas dentro de cada nível, inacessíveis da primeira vez que jogamos.

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