Lego Star Wars III The Clone Wars

Força renovada!

Versão testada: PlayStation 3

Eu devo dizer que gostei bastante do primeiro jogo da versão Lego Star Wars. Numa notável adaptação dos filmes de George Lucas, combinou muito do melhor que exalava da franquia Lego, com todo o poder de expressão dos bonecos e do seu modelo em específico, o que sempre lhe emprestou um tom humorístico inconfundível. Por outro lado, ficou patente uma sensação muito próxima daquela que recebíamos ao ver o filme, com bons combates, lutas de sabres e todos os momentos chave reproduzidos com cuidado.

A Traveller's Tales conquistou um imenso troféu na adaptação que fez do Lego com cinema, motivação e reconhecimento que foram o suficiente para lhes abrir as portas para novos desafios, desde Indiana Jones, passando Harry Potter, tudo foi construído numa base sólida e inconfundível, deixando agradados os fãs destas peças que se encaixam com facilidade ímpar.

Agora é a vez de regressar às origens, a uma nova fatia do universo Star Wars, mais precisamente às temporadas inaugurais de Clone Wars, uma série animada em 3D. Neste avanço são mais que salientes as melhorias, provocadas particularmente por uma melhor adaptação da tecnologia emergente das plataformas denominadas "next-gen". Já aqui percorremos a crítica da versão 3DS. Na verdade, estamos perante jogos distintos em termos de execução, não obstante a partilha do mesmo substrato.

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Enquanto que a versão 3DS se aproxima notoriamente das versões originais em termos conceptuais, com puzzles e truques relativamente simples de resolver, envolvendo menos ação e fumaça de combate (tendo porém o efeito 3D especialmente nas sequências animadas como uma mais valia), já as versões caseiras exibem uma especialidade na reprodução dos efeitos da guerra. Gigantescas naves Lego (que seriam o delírio de muita gente há uns vinte anos) e maquinaria de combate, competem em largas arenas polvilhadas de exércitos, promovendo um sentido de caos e desordem, sem saber muito bem para onde ir e quem atacar, enquanto que ao debruçarmo-nos sobre isso, somos metralhados pelas costas e perdemos vidas e todos os tesouros que tínhamos acumulado até aquele instante.

Sim, é mais um episódio Lego com muito daquilo que já conhecemos; impossibilidade de perder definitivamente a vida e voltar ao princípio do nível, infinitas peças para recolher e trocá-las depois por novas personagens e roupas, controlar diferentes personagens numa mesma área, recorrendo aos seus poderes especiais para resolver os puzzles. Sabemos já daquilo que a casa gasta.

Menos preparados ficamos, porém, ao sentir alguma dificuldade na prossecução dos objetivos. Isto porque em termos de animação e grafismo, este será o mais espetacular e esfuziante Lego até à data, embora isso também dificulte mais a tarefa. O jogo de luzes, sombras e animação em breves segmentos deixam por vezes o jogador embriagado naquela dimensão visual, perdendo-se algum do sentido de orientação, especialmente quanto faltam as indicações sobre o que resolver e como resolver. É certo que no ecrã retomam-se alguns objetivos e Yoda diz-nos algumas dicas, mas por muito que pareça interessante deixar o jogador descobrir o caminho as apalpadelas, o desequilíbrio é mais evidente quando ficamos "às escuras" e sem tempo para descobrir a saída no meio de exércitos inimigos que não deixam um segundo de descanso.

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