Sengoku Basara: Samurai Heroes

Date aos samurais.

Versão testada: PlayStation 3

Depois de servir como a introdução, quase obrigatória, por parte da Capcom num género que conquistou estrondoso sucesso, especialmente no Japão, iniciado pela Koei, Sengoku Basara cresceu e transformou-se numa série de relativo sucesso. Passou as barreiras não só do género, também teve direito a um jogo de luta em 2D, e também as da indústria, teve direito a séries de animação e até a action figures. Depois de mais de quatro anos após o segundo jogo ter chegado à PlayStation 2, a Capcom lança agora a primeira incursão feita de raiz para as consolas desta actual geração e perante o bom momento do produto no país de origem, não se fez esperar e lançou também o jogo no Ocidente e, para agrado dos fãs, não cometeu os erros do passado.

Sengoku Basara nasceu como uma tentativa da Capcom entrar no furor que surgiu em redor de Dynasty Warriors da Koei mas optou por se focar na história Japonesa ao invés da Chinesa e sem sombra de dúvidas, introduziu ao género o "toque Capcom". Esse toque veio pela mão de Hiroyuki Kobayashi cujo talento se fez notar em jogos como Resident Evil 4, Resident Evil: Code Veronica, Dino Crisis e até em Killer 7. Agora, após ter assinado os dois anteriores, regressa como produtor e mais do que nunca, faz questão de que o "toque Capcom" se faça notar, principalmente na distinção dentro do género, patrocinado pela série animada, que ajuda a formar o novo capítulo.

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Personagens irreverentes marcam regresso.

Samurai Heroes decorre, como toda a série, durante o período Sengoku da história Japonesa e baseia-se em acontecimentos verídicos, aos quais adiciona um pouco de fantasia para suportar todo um rol de loucos personagens. Nesta era, a mais instável da história nipónica, todo o Japão estava longe de ser uma nação. Completamente dividida em vários estados, cada um com o seu líder e supremo guerreiro que vai ser possível de controlar enquanto lutam entre si com o intuito de unificar o Japão. Sendo baseada em acontecimentos reais, não será de estranhar que Ieyasu Tokugawa seja uma das grandes figuras de destaque. Foi este o homem que conseguiu unir o Japão como um só e trouxe a esperança a toda uma nação ainda por nascer. Como tal, é representado por um personagem jovem cheio de vigor e energia, brilhando como o próprio sol completamente determinado e confiante que vai ser ele a conseguir dar ao Japão o futuro que merece.

Como grande rival tem Mitsunari Ishida que não acredita que Tokugawa seja o futuro do Japão e não acredita num futuro tão radiante uma vez que está mergulhado na escuridão motivado pela vingança. Este é o mote para as novas lutas de samurais e para o modo principal, o Heroes Story. É aqui que vamos passar a maior parte do tempo, nesta espécie de modo história no qual vamos nas tradicionais batalhas e delinear o futuro do Japão. Como não podia deixar de ser, Date Masamune, Sanada Yukimura, Keiji Maeda, Oichi, Motonari Mori e outros entre os quais Motochika Chosokabe (todos inspirados em figuras reais) num total aproximado de quinze guerreiros. Neste modo, os nossos passos e decisões afectam o decorrer dos eventos e assim sendo, chegar uma vez ao fim com cada um dos personagens é apenas uma parte da experiência que consequentemente abre novos "caminhos" no decorrer do modo quando jogado após ser terminado.

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Cores vivas e golpes fantásticos, assim é visualmente Samurai Heroes.

A grande força de Samurai Heroes está na sua personalidade, envolta em energia e dinâmica vinda directamente da série animada. Se a série já era irreverente e repleta de estilo, agora, com o surgir da visão da Production I.G. através da série animada, a própria fonte aproveita o material consequente e usa-o como inspiração. O resultado é todo um jogo dinâmico e divertido, sempre restrito às limitações inerentes no género. Quer isto dizer que o martelar dos botões é a constante mas que para todos os fãs que tem assistido aos desenhos animados, o estilo singular de todo este universo é recriado com efeito bem agradável.

Com um introdução individual para cada personagem que nos conta o que aconteceu a cada um deles após os eventos no segundo jogo, que se ficou pelo Japão, este modo coloca-nos num menu que serve com ponto intermediário entre as batalhas. Aqui podemos ver um mapa do Japão que nos vai mostrando como um território anteriormente completamente dividido se vai unificando ao som dos nossos passos e também temos aqui acesso às ferramentas de personalização, mas vamos a isso mais tarde.

Ao entrar nas batalhas somos logo confrontados com um elemento que nos deixou completamente desanimados. Para além de todo o texto em Inglês, algo imperativo claro, todas as vozes foram traduzidas para a língua de Shakespeare e tendo em conta todo o tom e ambiente do jogo, e até como fã da série animada, era extremamente importante a existência das vozes originais Japonesas. É uma pena que o produto veja a sua personalidade e carisma afectado por um elemento como este que na actualidade parecia pertencer ao passado.

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