Digital Foundry - Análise à actualização de PUBG na Xbox One: dois passos em frente, um para trás

O rácio de fotogramas melhorou, mas a performance ainda é fraca - o netcode ficou pior.

por Richard Leadbetter. Publicado 22 Dezembro 2017

Uma semana depois do controverso lançamento, a versão Xbox One de PlayerUnknown's Battlegrounds foi actualizada, apresentado um conjunto de correcções de bugs e o que as notas descrevem como a primeira parte de melhorias visuais e na performance, juntamente com anti-aliasing 'ligeiramente melhorado. Então o que mudou? Da nossa perspectiva, esta actualização é um caso de dois passos em frente, um para trás.

PUBG é um jogo dinâmico, que torna praticamente impossível analise a performance de uma versão e compará-la com seguinte, por isso apenas podemos oferecer observações gerais. Jogamos o jogo na Xbox One e Xbox One X, passeando no lobby e jogando em equipa, capturando o progresso. A verdade é que, a natureza variável faz com que PUBG mude de jogo para jogo, de momento para momento, mas com esta técnica, temos as duas consolas a correr no mesmo servidor e geralmente, a correr as mesmas cargas de renderização.

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Algo que queremos dizer já é que apesar da qualidade visual permanecer pobre, a grande diferença nas texturas entre a Xbox One e a X parecer ter sido encurtada, mas ainda existe arte de má qualidade em abundância nas duas - como os destroços - reduzidos a um aglomerado de pixeis mal filtrados. A anti-aliasing está diferente - especialmente na Xbox One - onde o filtro pouco nítido foi reduzido, conseguindo um aspecto mais nítido.

Mas é a performance que mais precisa de melhorias e apesar das médias do rácio de fotogramas terem sido melhoradas, ainda existem graves problemas. PUBG tem a tendência para arrancar com rácios de fotogramas pobres no lobby, estabilizando apenas minutos mais tarde. Ainda existem problemas aleatórios que afundam a performance e a abundância de vegetação parece causar problemas. A X consegue manter melhor o nível de performance, enquanto a consola base sofre em momentos de stress. Algumas áreas do mapa ainda causam problemas e conduzir um veículo a grande velocidade também afecta as duas consolas. Também sofremos alguns congelamentos que nos levaram para o menu da consola (felizmente, podes entrar logo no mesmo servidor depois disto acontecer).

O maior problema é que o netcode está menos estável do que antes. De acordo com os nossos seguidores no Twitter, o micro tele-transporte e 'rubber banding' começou antes de chegar a primeira actualização, mas persiste na nova versão. Isto pode acontecer a qualquer momento, mas ocorre com mais frequência no início do jogo. Até podes ver ecrãs de erro de rede, mas a incapacidade para passar por uma porta ainda é comum. O problema surge mais vezes quando estão outros jogadores presentes - os momentos em que o controlo deveria ser menos comprometido. De momento, a experiência pode ser divertida, mas é igualmente frustrante o suficiente para tornar difícil justificar o preço pedido.

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A latência nos comandos também parece manter-se. Graças a Nigel Woodall e ao seu esquema inovador de monitorização de latência nos comandos, temos algumas medidas - não são boas. Em testes com várias armas, o tempo entre pressionar o botão e o resultado no ecrã é de 8 a 9 fotogramas - 133ms a 150ms. Quando o jogo não corre a 30fps, podes contar com maior latência ainda, em cima da latência adicionada pelo teu ecrã. Para um FPS, é essencial a menor latência possível e tendo em conta o limite a 30fps, o alvo deveria ser 83-100ms aqui. Resumindo, até ficar bom, PUBG ainda tem um longo caminho pela frente.

Depois de jogar o jogo no lançamento e agora com a actualização, estamos incertos quanto ao jogo. O conceito e vários aspectos da execução estão excelentes - e apesar dos vários problemas, é divertido sempre que jogamos. No entanto, os imensos problemas técnicos tornam difícil de engolir pagar 29.99€. Sim, é Acesso Antecipado, mas ao mesmo tempo, é difícil compreender o porquê do jogo não ter recebido uma beta quando precisava. Poderia ter dado à equipa informação útil sobre a optimização e os jogadores teriam uma ideia do estado do jogo antes de gastar dinheiro no que é código muito inicial.

Ao mesmo tempo, com a Microsoft tão envolvida nisto, ficamos a pensar onde foi estabelecida a linha para o controlo de qualidade. É suficiente espetar 'Game Preview Edition' na caixa para justificar um jogo tão pobre em vários aspectos e que não passaria no controlo de qualidade necessário para um jogo normal? Os problemas de micro tele-transporte e 'rubber-banding' são aceitáveis quando ainda tens de pagar uma subscrição Xbox Live Gold? Por mais brilhante que seja o conceito, aconselhamos esperar até muitos destes problemas serem corrigidos e a versão Xbox One de PUBG tem meses pela frente para lá chegar.

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